Baby do Brasil volta a ser Baby Consuelo por uma noite, em São Paulo

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Baby do Brasil voltou a ser Baby Consuelo por uma noite, ontem, no HSBC Brasil, e a culpa é de Gal Costa. Foi Gal quem sugeriu a seu então guitarrista, Pedro Baby, que este era o momento para que ele convencesse a mãe dele, Baby, evangélica desde o final dos anos 1990, a rever no palco seus sucessos dos anos 1980, época em que assinava os discos como Baby Consuelo. Por conta disso, Baby e Pedro lhe dedicaram o show.

Com Gal na plateia e apenas 1/3 da lotação da casa, Baby mostrou, durante duas horas de show, que ainda tem ótima voz e boa performance. Com 30 minutos de atraso, a cantora entrou vestida com uma saia roxa, combinando com a cor dos cabelos, e uma blusa preta com detalhes brilhantes. Abriu com “Seus Olhos” em arranjo um pouco distante do original, mais suingado. Na sequência, mandou “Telúrica”, também em versão diferente.

A dúvida que pairava era até que ponto Baby iria levar o show apenas para o lado pop, sem transitar pelo lado do gospel. Pois logo na primeira vez em que se dirigiu ao público, logo antes da terceira música, Baby disse que, consultado, o Senhor havia lhe dado “autorização” para estar ali, e que Ele ainda lhe havia dito para fazer o que seu filho –diretor do espetáculo–  quisesse. À exceção de uma ou outra frase ao longo da apresentação, foi o único momento em que a cantora lembrou seu momento mais recente. A execução de “Sem Pecado e Sem Juízo” com arranjos próximos aos originais definiu o tom de todo o resto do show, com o público cantando e dançando.

Teve “Acabou Chorare”, clássico dos Novos Baianos, grupo no qual Baby se projetou, e “Menino do Rio”. Nesta, Baby reforçou a voz e os gestos no verso “eu canto para Deus para proteger-te”. Pedro, melhor guitarrista do que cantor, é filho da cantora com o guitarrista Pepeu Gomes, e dividiu os vocais com mãe em algumas faixas. Em “Sorrir e Cantar Como Bahia”, outra dos Novos Baianos, ele dançou com ela no palco, o que gerou um pequeno baile em frente ao palco, com casais da plateia fazendo o mesmo.

Pedro entrou antes que Baby no bis. “Não foi fácil convencê-la (a fazer o show)”, contou ao público, antes que ela, com a mesma roupa, voltasse ao palco. A cantora dedicou “Masculino e Feminino” ao ex-marido Pepeu, saiu mais uma vez e retornou para o segundo e último bis, com “Barrados na Disneylândia”.

O show faz parte de um momento em que a memória afetiva dos fãs alimenta o showbusiness nacional e estrangeiro, com artistas voltando a gravar ou fazer shows depois de muito tempo afastados da cena musical, e bandas saindo em turnê com suas formações clássicas ou para tocar na íntegra discos antológicos de suas carreiras. No caso de Baby, foi a chance para que a cantora, aos 60 anos, percebesse (mais uma vez) como seu repertório antigo é abençoado.

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