Com três prêmios, Gaby Amarantos é a grande vencedora do VMB 2012

Gaby Amarantos foi a grande vencedora do VMB 2012. Indicada em quatro categorias, a cantora paraense levou os prêmios de Artista do Ano, Melhor Artista Feminino e Melhor Capa na noite desta quinta-feira (20).

Ao receber o prêmio de Melhor Capa, Gaby Amarantos comemorou “o primeiro VMB da Amazônia”. “Quero dizer que tenho muito orgulho de ser do jeito que sou. Tenho orgulho de ser uma artista que está trazendo uma nova identidade visual. O Brasil tem música pop”, declarou.

Na volta para o prêmio de Melhor Artista Feminino, Gaby falou novamente sobre seu visual: “Beyoncé nada, eu sou a Gaby Amarantos. Eu que sou uma mulher diferente, que tenho um padrão diferente, para acabar com a ditadura da magreza. Eu não visto 38, e daí? Eu tenho celulite, e daí?”.

Líder de indicações, em seis categorias, a banda Vanguart, foi escolhida a Melhor Banda. Premiações a artistas de rap e discursos políticos também marcaram a noite. Racionais MC’s (Clipe do Ano), Criolo (Melhor Artista Masculino), Emicida (Música do Ano) e Projota (Revelação) foram premiados.

“Gostaria de oferecer esse prêmio principalmente para as autoridades públicas desse país, que tenho certeza que vão apurar qual dos 30 incêndios foram provocados”, disse Criolo, em tom irônico, ao receber o prêmio, referindo-se aos sucessivos incêndios em favelas de São Paulo.

Os incêndios também foram lembrados pela cantora Karina Buhr durante sua apresentação no prêmio, e por Emicida. “Essa música foi feita por causa da desapropriação violenta que a polícia está fazendo no estado de São Paulo. Não satisfeita com os 36 incêndios em São Paulo, a policia militar está sitiando neste momento a favela do Moinho. Infelizmente o momento não é de festa”, disse o cantor, premiado por “Dedo na Ferida” (Emicida) – em empate com “Com a Ponta dos Dedos” (Wado).

Depois de protagonizar uma situação de desconforto, ao não receber o prêmio de Clipe do Ano das mãos da jogadora Sheila – que acabou entregando o troféu a uma integrante da equipe –, Mano Brown também entoou seu discurso engajado. “Muito obrigado aos que acreditam no rap, como música instrumento do preto, da revolução, de fazer a justiça. É o som do preto mesmo, somos herdeiros dos tambores, da África”, disse.

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